A mensagem
Num misto de contos e de histórias de encantar, este é um livro que nos leva da infância à idade adulta, do sonho à realidade e nos deixa um legado de lembranças e memórias pinceladas de imaginação, fantasia e emoção.
A MINHA NOSTALGIA CRÓNICA LEVOU À SUA CRIAÇÃO.
Com o reescrever de episódios da minha vivência — ao qual adiciono uma dose de imaginação —, pretendo registar e partilhar com o mundo momentos, experiências e valores que fizeram de mim a pessoa que hoje sou.
Sou uma saudosista por natureza (confesso) e o meu maior medo é esquecer o que vivi, esquecer quem sou.
Através da escrita desejo garantir que isso nunca acontecerá.
ESPERO QUE GOSTEM E QUE, QUEM SABE, SE REVEJAM!
O livro é indicado para idade a partir dos 14 anos.

O livro
Lançado em 2013, foi a minha tentativa de guardar em 4 contos memórias boas e felizes da minha infância.
Com um prefácio escrito por um dos meus maiores amigos, Hélder Sá Fernandes que me acompanhou numa das apresentações.
4 contos, 4 meninas

"Tempo desfasado do tempo"
"A mãe nunca soube disfarçar estas coisas e a sua cara de caso mostrou tudo.
— O que se passa?A mãe preparava-se para falar, mas tu interrompeste:
— Senta-te aqui, Margarida. Preciso contar-te uma coisa. A minha doença revelou-se mais galopante do que se esperava e não tenho muito mais tempo por aqui."

"A Origem"
"Ir passar um dia contigo ao emprego era uma vitória. Massacrava-te tanto que lá me levavas. Adorava chegar àquele escritório e ter uma mesa só para mim. Situado em pleno coração da cidade, tinha uma vista maravilhosa sobre toda a atividade da minha terra natal.
Subia aquelas escadas, sombrias e largas, de madeira, que entoavam ruídos monocórdicos à minha passagem, até ao primeiro andar…"

"Os meninos da Madalena"
"Ela lembrava-se bem do dia em que eles chegaram. Era noite de Natal e, como sempre, este era passado na casa da avó, situada mesmo em frente à dos pais de Madalena.
Ela, há muito que tinha pedido um pónei de prenda. Via todos os dias a série dos pequenos póneis, ao lanche, e aqueles pequenitos eram os que mais ambicionava."

"Ela só queria crescer"
"A tia Ju decidiu contar-lhe uma história:
— Quando eu era ainda um pequeno arbusto, só pensava em crescer muito, para ficar como as minhas colegas mais velhas. Sonhava com isso todos os dias e só pedia muito sol para os meus ramos crescerem e muita água para as minhas raízes fortaleceram. E media-me todos os dias. Mas parecia que, de dia para dia, nada mudava, eu era sempre a mais pequenina e ficava triste assim como tu."